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blue monk

“Antes de dormir, Carlos Fuentes resolveu perguntar a Julio Cortázar como, em que momento e por iniciativa de quem foi introduzido o piano na orquestra de jazz. A pergunta era casual e não pretendia conhecer mais que uma data e um nome, mas a resposta foi uma aula deslumbrante que se prolongou até o amanhecer, entre enormes canecos de cerveja e salsichas com salada de batatas. Cortázar, que sabia medir muito bem suas palavras, nos fez uma reconstituição histórica e estética com uma erudição e uma simplicidade que culminou com as primeiras luzes em uma apologia homérica a Thelonious Monk.”
Gabriel García Márquez – 12 de fevereiro de 1994








Não tenho tempo para medicina.
Dores crônicas convivem comigo, agora mesmo ouço meu nervo ciático chiar
– no glúteo esquerdo.
O que me falta é barba, eis o motivo de toda a minha indecisão/preocupação
/pessimismo.
A única esperança do não-eu barbudo é ser músico de jazz,
apesar de nunca ter conhecido algum, creio sejam eles o oposto de mim:
apesar de introspectivos, tão atraentes.
Bill Evans tocando my foolish heart 
(as cores... não existem).
Hoje é um dos últimos dias de maio,
a idade subindo as escadas, mais um...
Inspiro forte e mais uma dor surge, no pulmão, do lado esquerdo,
abaixo da última costela.
Todas as minhas dores, crônicas ou não, são sentidas do lado esquerdo
– sempre soube que ser canhoto é sinal de ser errado.

PILOTO

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Bacharel em direito pela Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES) - MG. "Um sujeito preguiçoso e frio, algo quimérico, ravoável no fundo, que malandramente construiu para si próprio uma felicidade medíocre e sólida feita de inércia e que ele justifica de quando em vez mediante reflexões elevadas. Não é isso que sou?" A Idade da Razão - Jean-Paul Sartre.

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