“[...] – Aonde quer ir agora?
– Você já me perguntou faz um minuto e eu te disse e te digo aonde você quiser.
Estava contente porque a levaria àquele lugar onde não a levei outro dia. Um lugar recluso, como cantava Lola. É que as mulheres são como os livros: a gente sempre tende a levar para a cama. Os livros que parecem ser virgens estão encadernados com capa mole. É preciso ter um abridor de livros. Um corta-papel basta.”
CABRERA INFANTE, Guillermo. A ninfa inconstante. Tradução de Eduardo Brandão. – São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 84.
