“[...] Estou velho. Eis-me arriado em cima de uma cadeira, comprometido até o pescoço na vida e não acreditando em nada. [...] Estou aqui, saboreio-me, sinto um gosto velho de sangue e água ferruginosa, meu gosto, eu sou meu próprio gosto, eu existo. Existir é isto: beber-se a si próprio com sede. [...] É assim que eles me veem, eles, Daniel, Marcelle, Brunet, Jacques: o homem que quer ser livre. Come, bebe, como qualquer outro, é funcionário, não faz política,
SARTRE, Jean-Paul. A Idade da Razão. p. 77/78.
