“Creo que mis jornadas y mis noches se igualan en pobreza y en riqueza a las de Dios y a las de todos los hombres.”
 Jorge Luis Borges

Impossível se encerrar uma existência que sequer teve início
E que, portanto, não tem conhecido lugar algum
Lugares onde também escorre suor – além da cadeia de montes
Lá onde a imaginação não alcança.

Existência inexistente, com tímidos sinais de nobreza
De elevação moral, ainda que venha demonstrar certa indiferença...
(Tenha cautela, há mestres que repudiam imprecisões e reticências
E que enxergam a poesia como arte menor)
Por onde passar verá que o belo ainda persiste
Mas que tudo é claro demais, e acumula poeira demais
Além de estar preenchido com absurdo – que transborda
Restando apenas um leve incômodo na garganta.

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Bacharel em direito pela Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES) - MG. "Um sujeito preguiçoso e frio, algo quimérico, ravoável no fundo, que malandramente construiu para si próprio uma felicidade medíocre e sólida feita de inércia e que ele justifica de quando em vez mediante reflexões elevadas. Não é isso que sou?" A Idade da Razão - Jean-Paul Sartre.

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