“[...] Meu irmão é dessas pessoas
que acham que um poeta deve estar marcado pela desgraça e, sobretudo, que isto
tem que ser notado, de modo que quando apareço todo corado e sorridente ele me
contempla com alguma suspeita e ainda não tem opinião formada sobre a minha
obra. Tenho certeza de que bastaria eu beber o tão argentino copo de cianureto
para que ele descobrisse, sobre o meu túmulo, o lírico que hoje apenas imagina.”
CORTÁZAR, Julio. Divertimento.
