Éramos muito iguais, ou ao menos criamos sermos muito iguais. Talvez tivéssemos nos tornado iguais durante a convivência obsessiva. Isso, encontro coesão com os fatos; éramos cruelmente diferentes, mas com o tempo, juntos, tornamos-nos idênticos, completávamos frases, era loucura. Éramos igualmente profundos, às vezes vulcânicos, cobertos por sulcos provocados por faltas, embora ocultássemos as falhas. Dizia me conhecer porque se conhecia, era eu quem a habitava, eu era igualmente habitado. Surgíamos como doses excessivas de rum, embriagávamos-nos; enquanto ela dizia quente ao meu ouvido, “a nossa represa está prestes a romper” e eu ignorava o alarde.

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Bacharel em direito pela Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES) - MG. "Um sujeito preguiçoso e frio, algo quimérico, ravoável no fundo, que malandramente construiu para si próprio uma felicidade medíocre e sólida feita de inércia e que ele justifica de quando em vez mediante reflexões elevadas. Não é isso que sou?" A Idade da Razão - Jean-Paul Sartre.

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