#07

Um amigo desconhecido me contou um dia que toda a ventania iria acabar. Era sonho, pura fantasia, um livro cheio de carneiros a me apoquentar. Estou ouvindo modas de viola, sorrindo o riso dos outros, não sei falar de amor, estou embromando. Parece até que a lua na minha janela diz quão bela ela é, mas é só resquício de uma companhia que me deu um abraço tonto anos atrás. Ontem foi o dia em que a ventania por um minuto parou. Um beijo tímido, de surpresa, de quem queria e não queria: ela é flautista, toca piano e me faz sorrir. Seu nome tem apenas duas letras que se repetem duas vezes, ela é linda, mas não sei falar de amor.


bêbado, assistindo oswaldo montenegro cantar no programa do rolando boldrin (!).

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Bacharel em direito pela Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES) - MG. "Um sujeito preguiçoso e frio, algo quimérico, ravoável no fundo, que malandramente construiu para si próprio uma felicidade medíocre e sólida feita de inércia e que ele justifica de quando em vez mediante reflexões elevadas. Não é isso que sou?" A Idade da Razão - Jean-Paul Sartre.

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