Um amigo desconhecido me contou um dia que toda a ventania iria acabar. Era sonho, pura fantasia, um livro cheio de carneiros a me apoquentar. Estou ouvindo modas de viola, sorrindo o riso dos outros, não sei falar de amor, estou embromando. Parece até que a lua na minha janela diz quão bela ela é, mas é só resquício de uma companhia que me deu um abraço tonto anos atrás. Ontem foi o dia em que a ventania por um minuto parou. Um beijo tímido, de surpresa, de quem queria e não queria: ela é flautista, toca piano e me faz sorrir. Seu nome tem apenas duas letras que se repetem duas vezes, ela é linda, mas não sei falar de amor.
bêbado, assistindo oswaldo montenegro cantar no programa do rolando boldrin (!).
