Caminhava desorientado no centro abarrotado de pessoas, feio e quente de Belo Horizonte: “vou ver Laura, vou ver Laura”, mas não a vi.
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A cidade de pouco mais de dez mil habitantes parada nas calçadas e mesas de bar a assistir o pôr-do-sol – primeira parada da linha Belo Horizonte/Montes Claros. Todos parecem esperar, pacientes, o dia em que Deus irá lhes presentear com o paraíso: a vida aqui é apenas uma espera. Neste lugar seria fácil encontrar-me com os amigos que não encontrei em BH – o sentimento era de isolação e limitação.
