ELEGIA PARA FERNANDO

Sinto que se eu lhe dissesse, Fernando, o quanto temia a sua fúria, se soubesse quão forte era, riria de mim, dos meus medos. Agora que é sombra ignota, sua presença é brisa morna, sua ausência mitiga o meu pesar. Sim, é luz turva e isso me entristece, pois era tão moço, um rio desatinado, mal sentira o gosto da vida - o fel da vida-, tornou-se sombra em dia nublado. Fernando, era tão moço, me punha tanto medo, restara sombra em meus olhos, fúria em meus olhos.

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Bacharel em direito pela Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES) - MG. "Um sujeito preguiçoso e frio, algo quimérico, ravoável no fundo, que malandramente construiu para si próprio uma felicidade medíocre e sólida feita de inércia e que ele justifica de quando em vez mediante reflexões elevadas. Não é isso que sou?" A Idade da Razão - Jean-Paul Sartre.

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