TANGO DESCOMPASSADO

Dá em tudo e não dá em nada, eis a desmedida do amor. Citando um velho poeta plebeu que acabo de criar, ‘há o grande frente à noite tenra, infante noite, jaz pequena’. Toca o tango e os passos ritmados, troco o santo por uma dose de rum. Porque não dá em nada se dá em tudo, a morte, o fim, c’est fini, o riso curto. Desdizem o que cantam, não dá em nada, embora caiba em tudo.

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Bacharel em direito pela Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES) - MG. "Um sujeito preguiçoso e frio, algo quimérico, ravoável no fundo, que malandramente construiu para si próprio uma felicidade medíocre e sólida feita de inércia e que ele justifica de quando em vez mediante reflexões elevadas. Não é isso que sou?" A Idade da Razão - Jean-Paul Sartre.

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